O projeto parte do polígono de implantação definido pelo loteamento 1/2009, no qual o Lote 3 se insere. A proposta desenvolve-se a partir de um volume paralelepipédico puro, com três pisos — dois acima e um abaixo da cota de soleira —, que vai sendo esculpido por subtrações estratégicas. Estas extracções não só criam terraços cobertos e descobertos, como reforçam a permeabilidade visual e física entre interior e exterior, articulando o espaço construído com o espaço livre.
O acesso à habitação faz-se a norte, pela Praceta Florival Miguel, através de dois pontos: um portão pedonal e outro de acesso automóvel. A geometria do edifício, marcada por uma diagonal vincada no volume, guia o olhar e o percurso até ao interior da casa, estabelecendo um gesto de acolhimento ao transeunte.
No exterior, o lote organiza-se em diferentes zonas de uso: áreas ajardinadas, espaço para refeições ao ar livre com apoio direto à cozinha, e uma pequena piscina, que introduz frescura e lazer à vivência do pátio.
O projeto propõe uma leitura contemporânea da habitação unifamiliar, com um desenho contido mas expressivo, onde a relação entre forma, luz e função define o carácter do edifício.