O projeto nasce de um desafio essencial: como conceber uma nova habitação sem apagar a identidade do lugar? Como intervir num território marcado por memórias construídas, respeitando o seu carácter, a sua escala e o seu ritmo? A resposta surge numa proposta arquitetónica que não impõe, mas dialoga. Uma casa que renasce da preexistência, reinterpretando volumes e vestígios existentes para construir um espaço novo, funcional e plenamente integrado na paisagem do barrocal algarvio.
A proposta desenvolve-se numa implantação quadrangular que se distribui em dois pisos, um acima da cota de soleira, a habitação, e um abaixo da cota de soleira, a cave.
De fachadas encerradas, o rés do chão está orientado e desenvolve-se à volta de um pátio exterior, este organiza os espaços comuns e privados da habitação, assim como uma piscina.
Adjacente à ala privada da habitação encontra-se um segundo pátio exterior, encerrado pelas fachas cegas da habitação, apenas com vista privilegiada para a zona da piscina.